quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ESSA CAMISA


Essa camisa paira acima de todas as outras, ao menos para mim. Por isso, não compreendo tanto desamor dos profissionais que a vestem para com ela. E vocifero contra isso.


O artilheiro pode até vibrar, como eu vibro, quando faz um gol decisivo. O goleiro pode até erguer, como eu ergo, os braços na direção do céu após defender o pênalti crucial. E o time todo pode até comemorar loucamente, como eu comemoro, quando da conquista de um título expressivo. Mas eles nunca chorarão a rubra como eu choro, nunca sofrerão essa camisa como eu sofro. Eles nunca a entenderão como eu a entendo, pois eis que partem, eu fico.


Dói ver o grande título escapar por entre os dedos. Dói perder para o rival d´além quadras, mesmo que apenas vez que outra. Dói ser mero coadjuvante nos torneios mais taludos. Dói ver o artilheiro partir sem reposição. Dói ver que a reposição "já estava por aqui" e dói de raiva ver que a madita "reposição" não entende minhas críticas.


É tanto desamor em série que nem sei onde dói mais. Talvez no peito, lado esquerdo, onde pulsa o distintivo dessa camisa, bem onde os atletas desferem o beijo cenográfico, sob as luzes dos holofotes. Não sou tolo a ponto de pedir que os profissionais modernos desenvolvam amor por essa camisa, mas espírito vencedor e doação no campo de jogo seriam mais agradáveis aos meus olhos e não foderiam com a minha paciência. O beijo cínico da apresentação é como uma amarrotada marota nessa camisa e na minha inteligência. Eu dispenso. Até porque esse direito sagrado é prerrogativa minha. Apenas eu sei como beijá-la.


A esses profissionais do desamor, só peço que justifiquem os gordíssimos salários. Não rastejem em campo, como o fez recentemente o argentino que veste a 10 porque estava de beicinho contra o ex-treinador pastoril.


Sê profissional na hora de receber, mas sê profissional na contrapartida, pelo menos.


A esses profissionais do desamor, só peço que não me chamem mais de puxa-saco em entrevista coletiva de pós-jogo. Quem me desrespeita, desonra a camisa que paira sobre todas as outras. Além disso, é um tremendo de um oportunista quem me ofende após uma vitória.


Também aos amadores do desamor, esses que cuidam dessa camisa atualmente, peço que larguem de mão as odiosas lides da censura: quem sofre por essa camisa pode e deve reivindicar maior denodo e cobrar explicações quando bem entender. Então, seu Presidente, pensa um milhão de vezes antes de dar de ombros pra minha importância. E, Vice de Futebol, não esconde teu ano de fracassos na minha paleta, dizendo que só apoio essa camisa nas horas boas. Manobra diversionista não vai colar comigo, mas sim um time que honre a camisa que veste. Isso cola!


Enfim, essa camisa não foi inventada pelo Carvalho, não pertence ao Piffero e não foi reconfeccionada pelo Miranda. Essa camisa tem poder, pois sobreviveu à furia intercalada de Záchias e Asmuz. Essa camisa não pertenceu a Feijó, a Medeiros nem a Dallegrave. Não foi peça de relíquia de Balvé, de Centeno ou de qualquer ex-presidente, bem-feitor ou benemérito. Essa camisa não foi da Aplub, não é da Tramontina, da Unimed nem do Banrisul. Essa camisa não pertence, tampouco, à sanha de consumo da Reebok. Essa camisa não tem preço. Essa camisa não tem dono.


Meus prezados senhores detentores de cargos diretivos, ser Campeão de Tudo é muito bom, mas é ainda melhor ser, tão somente, o Clube do Povo.


Por isso eu não consigo me acostumar com certas atitudes de alguns profissionais. Eu não tolero tanto desleixo, tanto descaso, como a felicidade geral pela desistência do clube em concentrar-se para os embates finais do certame. Não que concentração ganhe jogo, mas as entrevistas dos jogadores desmonstram, no mínimo, falta de foco e comprometimento com ela, com a camisa, essa camisa que tanto falo desde o título desse texto torto.


Só faltou a esses "profissionais" afirmarem, em gozo coletivo, algo do tipo: "U-Hu!!! O técnico é nosso chapa!" Quem os cobra? Eu? Mas como, se o Presidente dá de ombros pra minha existência e o Vice diz que sou um mero oportunista, torcedor de resultados?

E pra completar esse quadro de desalento profundo, vejo com repulsa e mágoa o fato de um jovem e talentoso profissional, titular da nossa meia-cancha, olhar essa camisa com tanto desdém. Bem articulado, apareceu em rede nacional na manhã seguinte à vitória sobre o Avaí, deixando bem claro seu contragosto com a intenção do clube que paga seu salário em gestionar junto à CBF sua desconvocação da selecinha subalgumacoisadocacetevoador, para mantê-lo para a disputa dos jogos decisivos do campeonato brasileiro.

Pois bem, eis que abro, dia desses, o endereço eletrônico do Twitter desse mesmo rapaz e o encontro, sorriso de metal, todo orgulhoso, vestido com a camisa amarela da seleção submerda.

Perdoa-me, Pablo Horácio Guinazu... Eu sou mesmo injusto e passional, mas tenho razão: esses mercenários não merecem essa camisa!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Jantar Consular em Viamão


POR: Everton Rocha

Venham comemorar a grande festa do Centenário do Sport Club Internacional na cidade de Viamão .Dia 20/11 SEXTA às 20:30min no Centro de Eventos Cultural Maristas Graças. Com super Show da banda ATAQUE COLORADO, Taças das Grandes Conquistas, mais presença da diretoria e de ex atletas do Sport Club Internacional.

Quando: 20/11/2009 - Sexta - Feira
Valor: R$25,00
Haverá sorteio de brindes

Pontos de venda de ingressos:

Cantinho da Sorte : Av. Cel. Marcos de Andrade 200
Cia dos Lanches : Av. Cel. Marcos de Andrade 100
RC Tek Informática : Av. Cel. Marcos de Andrade 403
Tabacaria Saraiva: Av. Liberdade 2282 - Shopping Sta. Isabel
Sorveteria Supimpa: Av. Sen Salgado Filho, 3850
Loja Liberdade: Sta Isabel - Av. Walter Jobin, 50; Vila Augusta - Av. Costa Gama, 292

Informações: www.inter-viamao.com.br


Consulado Sport Club Internacional - Viamão - RS

O PT e a Popular

Antes de qualquer pré conceito a cerca deste escrito, asseguro que não há qualquer caráter ofensivo a Guarda Popular Colorada. Pelo contrário, por muitas vezes frequentei aquele Setor, que ainda considero um dos mais emocionantes do Gigante.

Graças a ação de homens de honra, há algumas décadas, instalamos uma democracia – daquele jeito – e hoje podemos protestar até sobre a morte da vó do Badanha sem medo de retaliação ou qualquer outra coisa. Uns extrapolam, outros são mais comedidos. A Popular do Inter realizou, no último domingo, 15, um protesto pacífico que consistia ficar em silêncio por 15 minutos, na partida contra o Santos. Sem bagunça, sem brigas, tudo muito bonito. De parabéns, pela conduta do protesto. Ponto.

Ao completar 16 anos – lá se vai quase uma década – pensava que podia mudar o mundo. Tinha coleções de camisetas de Che Guevara e bótons do PT. Considerava as pessoas com mais de 40 anos uns-desacreditados-da-vida-que-não- tinham-senso-crítico e que a Direita era a privada do Mundo. Por inúmeras vezes, peguei a bandeira e fui pra rua participar, crendo que estava a representar um partido diferenciado. Com ética e ideologias a zelar. Tinha orgulho de fazer parte daquela gente, apesar de achar mais atraente a esquerda revolucionária, parte ínfima do partido. O trem da história foi passando, e, aos poucos, as ideologias foram ruindo, tremendo as bases, até cair na vala comum da política brasileira. Não sei se foi a idade, os fatos, ou outro fator que não mensurei ao afastar-me da esquerda - mais especificamente do PT. Ficou sem sentido representar algo que não acreditava mais.

Anos mais tarde, passei a frequentar a Popular do Inter. Um local atrás do gol do Placar Eletrônico, reduto de Colorados fervorosos, disparado o melhor Setor do Gigante da Beira-Rio. Torcedores de fé, que acompanham o time nas horas boas e nas ruins; nos dias de sol, ou de chuva; vencendo ou perdendo; uma bela ideologia de apoio incondicional ao Colorado. Como de costume, vesti a camiseta. Nunca participei de organização ou algo do gênero, mas ficava feliz de estar ali, apoiando o Inter. Sempre. Enquanto os outros setores corneteavam, a Popular seguia firme cantando, e, quando necessário, pedindo para o time ser mais Guerreiro. Bonito de ver.
Mas, no último domingo, o princípio básico (para mim) de apoio incondicional foi rompido. Um protesto, mesmo que silencioso, durante a partida, com um time que está com boas chances de ir pra Libertadores e com chances de conquistar o Caneco (tudo bem, só eu e a Colorada BH acreditamos), é no mínimo, estranho. Não sei se por ímpeto revolucionário, se foi algo plantado, ou simplesmente cansaço de ver um time medíocre no segundo turno. O apoio incondicional ser substituído por placas ofensivas generalizando jogadores como “mercenários” me desanimou. Espero que o Guinazu saiba que não é pra ele. Por jogos e mais jogos, mesmo que não estivesse na Popular, ficava com os olhos marejados ao ver a bonita festa que a torcida fazia. Hoje, a coisa parece que perdeu o sentido, assim como ocorreu com o PT. Algo que eu julgava ser diferenciado, simplesmente passou a fazer parte da vala comum. Uma pena.

Tenho certeza que muitos Colorados que frequentam aquele local entendem meu posicionamento. E a Popular tem uma vantagem em relação ao PT. Grande parte dos frequentadores são jovens, na fase de querer mudar o mundo e acender muitos do bom atrás do gol. A vida lhes reserva infindáveis mudanças que farão ver os fatos de outra forma. Não é caso perdido, como o PT.


Atropelão do Segundo Turno


O famoso atropelão Titiano não aconteceu. E com o Mário Sérgio, não da indícios que ele possa acontecer. Mas com os resultados paralelos da última rodada, ficamos em uma situação “não tão desconfortável”, digamos assim. Basta não perder para o Galo e vencer os rebaixados Sport e (possivelmente) Santo André para garantir a vaga no Torneio Continental. É pouco, eu sei. Muito pouco. Penso no caneco, ainda. Mas daí os cálculos são um pouco mais complicados. Temos de vencer as três próximas, o São Paulo poderá vencer apenas uma (e perder o resto), e Palmeiras e Flamengo tem que dar uns tropeços nas próximas rodadas.
Difícil, mas ainda dá.

Fabio Araujo

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Menos Pior

A correria tá grande então só passei pra dizer que ao menos vencemos o Santos e temos alguma chance de ir para a Libertadores em 2010. Com uma atuação boa do time, conseguimos impor nosso ritmo de jogo na maior parte do tempo.

Quero muito essa vaga pra Libertadores, mas não a comemorarei caso a conquistemos, pois ela terá sido o "menos pior" de tudo, uma vez que nossa obrigação era o título Brasileiro. Mais um ano terminando, mais um semestre frustrante, uma pena.

Gostei de ver o grupo comemorando junto, pois ao menos eles parecem focados no objetivo que resta.

Pra piorar minha situação, cada vez que assisto a um jogo do Nilmar, minha depressão aumenta.

Domingo teremos mais uma decisão, dessa vez contra o Galo. Assamos o peixe, tomara que consigamos depenar o Galo. A minha esperança não é o Inter, e sim Celso Roth. Ele sempre entrega no final, e vai entregar a rapadura de novo.

Boa semana a todos

Por que Mário Sérgio, por quê???????


É realmente difícil entender o que passa na cabeça de um técnico de futebol, mas do Mário Sérgio é pior ainda! O Mário Sérgio deveria ir trabalhar na Nintendo, empresa que possuía o slogan: “Para que simplificar se podemos complicar

Fizemos uma grande atuação ontem? Não!

Tivemos grande trabalho tático? Não!

Podemos dizer que algum jogador acabou com o jogo? Não!

Por que ganhamos então? Simplesmente porque o Mário Sérgio resolveu escalar o time racionalmente, sem inventar de jogar três meias chegando à frente e com apenas um atacante. Nem mesmo aquele absurdo praticado contra o Botafogo de jogar com dois centroavantes de área.

Para ganhar de times do naipe de Botafogo, Barueri, Atlético-pr e Santos, considerando a qualidade atual destes times, basta fazer o básico, não violente as características dos jogadores, que dificilmente o resultado não virá ao natural, assim como veio ontem.

Ontem jogamos no 4-5-1, sendo o meio-campo formado por uma primeira linha com Sandro e Guiñazú, sendo o primeiro mais posicionado e o segundo saindo “à caça”. Uma segunda linha com Giuliano pela direita, Marquinhos pela esquerda e o D´alessandro primordialmente pelo meio, mas com liberdade de movimentação, caindo pelos dois lados do campo, e apenas o Alecsandro na frente.

Poderia ser dito que o Marquinhos jogou improvisado no meio-campo, mas não. Ele é originalmente meia que nos juniores foi guindado ao ataque, então é jogador que conhece o ofício das duas funções, ataque e meio-campo. Além disto, é inquestionável a sua maior vocação ofensiva e em detrimento a Giuliano, D’alessandro e Andrezinho. Ele sabe se posicionar como atacante e tem o ímpeto para isto, tanto que faz gols em quase todas as partidas que participa, ele entra na área se sabe o que fazer, porque tem o cacoete do atacante, bem diferente dos outros três.

Então vem a pergunta que não quer calar: Por que o Mário Sérgio não faz isto em todas as partidas? Por que não escala o time óbvio?

A maior parte dos técnicos fogem do óbvio, acredito que isto se deve ao fato de que ganhar o jogo fazendo o óbvio não vai haver elogios ao “nó tático” dado no adversário. No entanto, esquecem que os treinadores são mais lembrados pelos títulos conquistados do que pelos “nós táticos” dados. Não que a qualidade da organização tática do time não seja importante, mas este artifício tem que estar melhor adaptado em jogos de alta complexidade, num clássico, numa final de campeonato, mas para enfrentar estes times da rabeira da tabela não precisa muito não, o óbvio é mais do que suficiente. Se o treinador tiver a competência que conseguir dar o nó tático, que faça, torna o jogo muito mais agradável e bonito, mas se não sabe, respeita as suas limitações.

O mesmo vale para o Alecsandro, se ele joga considerando as suas limitações, dá uma contribuição razoável ao time, como deu ontem, fazendo a assistência para o gol do Danilo e participando do segundo gol. Quando o Alecsandro se dá conta que não é o Sócrates e que não sabe usar o calcanhar, tem atuações bem aceitáveis, como foi a de ontem.

Mas o nosso comandante gosta de colocar emoção a partida, ganhávamos de dois a um e o Santos partiu para cima, então ele numa questionável atitude, tira o nosso centroavante e coloca um volante Glaydson. O mais engraçado de tudo isso é que e entrada do Glaydson foi justamente para corrigir uma modificação que ele havia feito no posicionamento do time. O Marquinhos iniciou jogando pela esquerda e com isso segurava a subida do lateral santista, mas o Mário Sérgio ou Marquinhos por conta própria, resolveu ir para direita, dando assim liberdade ao lateral do Santos. Então, ao invés de apenas passar o Marquinhos para aquele lado novamente, não, ele tira o Alecsandro, coloca o Glaydson e chama o time adversário mais pra cima do Inter ainda.

Não consigo entender a postura da maioria dos treinadores nestas oportunidades, pois quando o time adversário faz pressão do ataque empurrando o outro para a defesa, os técnicos ao invés de fazer alguma alteração para modificar esta situação, eles fazem, geralmente, alguma substituição chamando o time adversário mais para cima ainda, tirando um atacante e colocando um defensor.

Espero que no próximo jogo a escalação se repita, pois estaremos mais próximos da vitória, a qual praticamente nos classificará para libertadores, pois após o Atlético-MG enfrentaremos dois times já rebaixados, Santo André e Sport.

Será que é pedir demais que o Mário Sérgio repita a escalação?

PS. Gostaria de destacar um aspecto fora do futebol de campo ocorrido ontem no Beira-rio. Sou completamente a favor das manifestações da torcida contra o time, nos momentos que os resultados não correspondem ao esperado. No entanto, não concordo com o chamamento dos jogadores de mercenários, pois não vejo isto em campo, mesmo nas derrotas não vejo falta de vontade, vejo desorganização e falta de qualidade, mas vontade quase nunca. E deu para notar claramente o descontentamento dos jogadores quanto a isto, tanto que nenhum dos gols foi comemorado junto à torcida, os jogadores apenas se reuniram em campo, se abraçaram e vibraram, mas parecida que a torcida não estava lá, parecia um jogo fora de casa. Portanto, cobrem empenho, vontade, dedicação e profissionalismo, mas nunca adjetivem pejorativamente os jogadores, é um atrito completamente desnecessário e que não contribui nada para nenhum dos lados.

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